14 julho 2013

Ultimato


Eu escrevo.
Foi ao escrever que senti o coração pulsar e percebi o sangue correr.
Foi ao escrever que enxerguei mais do mundo do que o mundo viu de mim.
Foi ao escrever que os meus cinco sentidos me deram vida.
E escrevo há mais tempo do que posso me lembrar.
São folhas e folhas acumuladas grafadas com letras taquicardíacas.
Cada aprendizado e percepção sobre o mundo.
São as vozes do que eu não quis dizer, mas escrevi pra mim.
Percebi, com coragem dessa vez, que não adianta ter as vozes.
É preciso bradar e deixar que o mundo ecoe.
E por isso vou levar meus sentimentos para a selva de pedra e espalhar por lá;
mesmo que ninguém os recolha do chão ou do ar, eles estarão livres para percorrer o mundo.
São ideias que oferecem abraços.
Vou espalhar por aqui também, na voz e nas linhas mentais de qualquer um que ouse ler.
Nós temos prazo, apodrecemos.
Nossas vozes têm de ser espalhadas enquanto há vida.
E se não ficamos que ao menos deixemos algo ficar por nós...
Eu resolvi deixar que todas as minhas vozes falem.

S.

Nenhum comentário:

Postar um comentário