26 junho 2013

Aos contadores de realidades



Jornalistas e fotojornalistas orgulhem-se!
Não sei se eles te dizem isso na faculdade, ainda estou cursando e nem sei se isso é comprovado, é apenas a minha teoria o que irei lhe dizer. 
Vocês estão erguendo os pilares onde a história da humanidade ficará. É dos fatos que se faz a história e do passado que se entende o presente.
Para você, caro leitor, pode ser um ponto de vista ingênuo.
Para esta escritora, não. E ela acredita que exista algum valor histórico no cotidiano.


Primeiramente, por favor, sente-se.
Lembre-se dos seus pensamentos universitários, da utopia dos tempos de mocidade, antes que essa loucura tivesse início.
Houve um porquê, redescubra.
Os fragmentos do motivo estão soltos por aí, levante-se e traga-os para perto de si.
Junte tudo, desembaralhe, remonte, peça por peça.
Esqueça a pressa e o prazo, encaixe tudo.
Depois tome a devida distância e observe.
Qual era a sua missão, e qual SE TORNOU a sua missão.
Uma missão que é sua



Estudantes e aspirantes à jornalistas acredito que se entrarmos nessa engrenagem enquanto ela gira, nunca poderemos mudá-la, sem que antes sejamos descartados por ela. Iremos girar junto com todo o sistema desumano, que destrói sonhos e esperanças diariamente com suas notícias sobre morte, caos e corrupção.
O dia a dia é mais que isso, é mais do que noticias pré-prontas.
Está do outro lado de nossas janelas, nas ruas.
As boas histórias, das vidas pelas quais vale a pena viver, estão lá fora.


Parece-me ser culpa dessa falta de ir à notícia que os nomes já não estão mais lá.
São pessoas 'Da Redação', não são nomes, nem corpo. Apenas uma máquina de redigir. Não me parece um futuro satisfatório, nem que a missão esteja completa ao ser assassinada diariamente.
Então, me pergunto: quando recomeçaremos a lutar pela mudança que queremos que o mundo também seja? 
Depois? 
Quando o gás da juventude estiver perdido?
Precisamos lutar, e a luta é agora.
E ainda há tempo para a mudança, para o melhor, enquanto há vida.


Pode ser ingenuidade, e faço-me humilde para admiti-la, pois ainda sou nova nessa coisa de escrever sobre a realidade, mas as minhas percepções são atiçadas e sinceras. E em meio a tanta repetição, tanto mais do mesmo apesar da vida ser o mais, perde-se o próprio nome em uma história que não se viveu.
E ao contrário do que se vê o significado de formador de opinião é formar a opinião através da informação, da releitura do real. Não é plantar a sua opinião ou a opinião do veículo. Todos têm a capacidade de raciocinar, e mesmo quando chegamos a mesma opinião ela deve ser formada por vias diferentes do pensamento, mesmo que semelhantes, não somos iguais (ainda não somos tão robotizados assim). 

Entre apenas as nossas quatro mini-paredes é que a vida morre, onde o jornalismo morre aos poucos cada vez que alguém deixa de ir às ruas. Definitivamente, não é um começo de uma mudança social.
A vida ainda sorri lá fora, embora morra em acidentes de percurso  e torne-se mais um número sem antes, nem depois.
A vida ainda se doa lá fora, apesar de tirar o que a luta pôde comprar.
E a vida, caro jornalista, futuro colega de profissão, continua reverberando o seu som que fará a história lá fora. Nas ruas!


S. Oliv

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