18 junho 2013

A parte que nos cabe





Falta educação de qualidade.

Falta saúde.

E para mudar, falta lucidez. 

Falta mudar também quem nós somos todos os dias.

Acima disso falta mudar a forma como tratamos uns aos outros.


Imagine-se com poder, um poder tão grande que pode comandar a vida das pessoas que não necessariamente vivem no mesmo território que você. Agora que tem poder, o que te fará tratar melhor aquele desconhecido que você empurrou no metrô? O que te motivará a ajudar aquela senhora que carregava uma sacola pesada, ou a simplesmente, não julgar a aparência de alguém?
Definitivamente, o poder não nos torna melhor.
Não nos torna mais solidários, nem mais atentos a nossa realidade.


O brasileiro precisa aprender a se respeitar. E por respeito, também digo o respeito próprio. Somos um povo tão capaz, tão criativo e bondoso, mas não percebemos a capacidade que temos diante do resto do mundo. Não só como nação, não só em qualquer esporte. Somos mais do que mentalmente achamos que valemos, e como podemos fazer a diferença aqui!
Só não podemos esquecer que antes de mudar o mundo, devemos olhar para nós mesmos e ver se está tudo ok.
As pessoas estão bradando o Hino Nacional e isso é lindo, emocionante, arrepia cada célula, mas temos que honrar o povo brasileiro antes de querer honrar ESTE PAÍS!
Honrar as nossas diferenças, nossas semelhanças.
E como estamos distantes de acabar com os preconceitos, mas estamos nas ruas e estamos tentando. Nas ruas são todos iguais independente da classe social, da etnia, da idade. Nas ruas, unidos, somos um. Entendo, já é um começo, mas não deve parar por aí. 
Ainda tem mais, não tem?


Este é País dos nossos pais, nossos avós que também travaram suas lutas, mas vejam o que eles nos deixaram? O que nós deixaremos, ou para os imediatas, como viveremos o resto de nossas vidas neste País? Reafirmo que devemos cobrar dos candidatos um debate sem ofensas ou propagandas pessoais durante o período eleitoral, sem respostas fugidias. Afinal se todos sabemos que são meras mentiras o que dizem, por que não cobrar deles a verdade? 
Conversando com uma amiga minha tive a decepção de ler tais palavras: "Tomara que o governo não aceite diminuir agora porque eu quero participar". Imagino que mais pessoas estejam pensando assim depois que perceber o tamanho da energia e da positividade do povo, mas essa luta não é moda, e se conseguimos baixar a tarifa da passagem é uma vitória, certo? 
A vitória dessa causa é um indício de que juntos podemos mudar as nossas condições de vida, e de que não devemos parar.



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Com calma, porém, com força devemos avançar mais e mais. Contudo, esse País tem problema demais e devemos consertar peça por peça. Reerguer estrela por estrela da nossa bandeira que agora saí as ruas fora de temporada. A bandeira verde-amarela que agora é símbolo da luta nacional, não do futebol. Até porque esse patriotismo de Copa, não importa! Essa bandeira que envolve os brasileiros é orgulho que nos faltava e quem não nos separa: o orgulho brasileiro.
Vamos lutar por outras coisas. O que passou, mudou! E ainda podemos fazer parte disso tudo juntos, mas por outros motivos ainda mais relevantes para o bem-viver dos brasileiros. Não somos povo contra polícia, somos todos povo e estamos contra à opressão.
Na massa é fácil defender o País, mas esquecemos que sozinhos, cada um, também fazemos a diferença. Então vamos mudar as nossas fachadas e sorrir para a mudança. Começando também por nós para que boas energias emanem de nós e corram soltas pelas ruas.
Que tudo isso já não é apenas por 0,20 centavos está claro, só não percebe quem não quer. Só não podemos lutar sem saber porque lutamos, já que motivos não nos faltam, mas os tenha em mente quando for às ruas. Existe perigo em tanta esperança sem direção certa.
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S. Oliv

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